"O caminho para a perfeição não tem fim." Certa vez disse um famoso pensador. Mas será mesmo? O que é perfeição, afinal? E que direito temos, então, para julgar o que é perfeito ou não quando, na realidade, ninguém nunca irá alcançá-la? A verdade é que o conceito de perfeição é bem subjetivo e o que existe é apenas uma perfeição relativa. Um dos maiores exemplos disso é o corpo humano.
A humanidade, desde o início, sempre buscou um ideal perfeito para as formas do corpo humano. Uma perfeição utópica, no entando, pois sempre foi querido um padrão de beleza, outrora mais gordinho, hoje em dia mais esquelético, mas sempre algo único e comum para todos. Desde os espartanos, que costumavam atirar de precipícios os filhos que nascessem pequenos e fracos, até modelos contemporâneas que passam a vida toda fazendo plásticas e cirurgias para tentar, desesperadamente, fazer com que o tempo volte no próprio tempo para elas, criando assim o ideal da eterna musa de 20 anos magra, linda e rica que tanto a mídia espalha. Sempre foi assim e sempre haverá algum doido disposto a abrir mão da própria saúde em busca da forma perfeita.
É nessa hora que entra a relatividade da perfeição. É quando o sujeito quer se esconder do espelho que vem alguém na sua vida e diz que o ama do jeito que és! Com todas as imperfeições da espécie a pessoa se sente perfeita, mesmo sabendo que não é. Esse é o fim do caminho para a perfeição: a descoberta que para alguém você já e perfeito do jeito que é, mesmo que não se pareça com aquele astro de Hollywood que tanto adimiras. É esse o significado do dizer "Devemos habituar-nos às imperfeições do corpo humano, que formam a perfeição relativa."
Enfim, muitas vezes só queremos os corpos mais perfeitos, os rostos mais belos e os olhos mais lindos. E não há problema algum nisso! Mas é só depois de entendermos que isso não existe que nos tornamos capazes de enxergar que a perfeição que tanto buscávamos estava logo ali, na frente dos nossos olhos, esperando para que tivéssemos maturidade suficiente para entendê-la, e personalidade bastante para aceitá-la com nossas próprias opiniões, não pelas lentas das câmeras segreguistas da mídia. Isso sim é perfeição.
Relativa, porém perfeita.